BIÁ
Sebastião Alves da Cunha, o Sabiá e, posteriormente, Biá, nasceu em Coromandel-MG em 1927. Após algum tempo trabalhando como garimpeiro, Sebastião iniciou a carreira artística em Araguari-MG no ano de 1947, quando formou o trio “Sabiá, Canarinho e Albertinho”, com seu irmão Elias e o acordeonista paulista Alberto Calçada. O trio atuou na rádio Araguari até 1950, quando seguiram para a capital paulista, apresentando em programas de rádio. Nesse mesmo ano, Sebastião resolveu mudar o nome de “Sabiá” para simplesmente “Biá”, nome artístico que ele carregou por toda a vida. Com o fim do trio, Biá formou dupla com Mariano, gravando um 78 rpm pela Continental. A dupla se desfez e Biá juntou-se a Diogo Mulero, o Palmeira, formando a famosa dupla “Palmeira e Biá”. A dupla logo foi contratada pela rádio Piratininga. No primeiro ano, a dupla gravou 10 discos 78 rpm. Dentre os diversos sucessos da dupla, merecem destaque “Couro de Boi” de Palmeira e Teddy Vieira, “Disco Voador” de Palmeira, e o famosíssimo bolero caipira “Boneca Cobiçada” de Biá e Bolinha, que permaneceu por mais de dez semanas nas paradas de sucesso, tendo vendido mais de 500 mil cópias, ocasião em que Palmeira foi nomeado Diretor Artístico dos Discos Sertanejos da RCA. Esse bolero tornou-se um clássico não só da música sertaneja, mas da MPB em geral, sendo gravado por diversos artistas renomados. Biá também formou dupla com seu conterrâneo Goiá, na década de 50, na capital paulista.
Em 1961, Biá gravou ao lado do irmão Sílvio - “Biá e Biazinho” -, o LP “Relíquias Sertanejas”, e no ano seguinte, pela Chantecler, gravou um LP fazendo as duas vozes, usando o nome de “Sid Biá”.
Entre 1966 e 1968, Biá formou dupla com Dorinho, com o qual gravou três LPs.
Em 1972 formou dupla com Dino Franco, gravando diversos LPs. A du-pla durou até o ano de 1979, quando Dino Franco resolveu encerrar a carreira artística, ainda que de forma temporária.
Biá foi produtor Sertanejo da Rádio Tupi de São Paulo e teve um programa na Rádio Imprensa FM.
Um acidente doméstico, em 1987, fez com que Biá interrompesse em definitivo sua carreira artística. A diabete crônica transportou Biá para o andar de cima no dia 2 de setembro de 2006, na capital paulista.
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