IRMÃS CASTRO
Quando se fala em mulher no universo sertanejo, com certeza, as Irmãs Castro figurarão como “As Rainhas da Música Sertaneja”. Elas foram o maior sucesso feminino da música sertaneja entre as décadas de 40 e 50, quando gravaram alguns clássicos como “Beijinho Doce”, “Siriema”, “Orgulhoso”, entre outros.
Naquela época, as Irmãs Castro superavam em vendagem de discos Tonico e Tinoco, Raul Torres e Florêncio, Serrinha e Caboclinho e Palmeira e Luizinho. Os shows das Irmãs Castro eram um grande sucesso, um espetáculo grã-fino, considerados coisa de rico, da alta sociedade paulistana.
O presidente do Paraguai mandava buscá-las de avião, para que elas se apresentassem naquele país, onde também faziam grande sucesso.
Maria de Jesus Castro, nascida em Itapeva-SP em 1926, e Lourdes Amaral Castro, nascida em Bauru-SP em 1928, começaram cantando na BRG-8 Rádio Clube de Bauru em 1938, uma com doze anos e outra com dez, quando venceram o concurso de calouros “Descobrindo Astros do Futuro”, cantando “O Que é Que a Baiana Tem?” de Dorival Caymmi.
Em 1943, foram para São Paulo-SP continuar os estudos, pois “moças direitas não deveriam ser atistas”, segundo as palavras do pai. Porém, elas fugiam do colégio e iam para a rádio cantar, quando foram descobertas pelo Nhô Pai, que as levou para a Continental onde gravaram seus primeiros sucessos. Isso foi em 1944 quando elas tinham 18 e 16 anos de idade.
Foram 52 anos de carreira e muitos discos gravados. Hoje, elas ainda se apresentam em ocasiões especiais.
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