CASCATINHA E INHANA
Como se sabe, ambos os sexos têm sido vítima de preconceitos simplesmente por pertencer à classe artística, principalmente na primeira metade do Século XX.
Cascatinha que o diga, pois trabalhava em um circo quando conheceu Inhana em Araras e enfrentou também preconceitos por parte da família da moça, apesar do casa-mento maravilhoso que durou mais de quarenta anos e que teve fim somente quando do falecimento de Inhana.
As mulheres realmente enfrentaram e ainda enfrentam uma infinidade de preconceitos. As Galvão foram determinadíssimas como poucas. De acordo com Mary Galvão, "a dupla feminina chegava e, quando ficava famosa, aparecia um rapaz bonitinho que dizia: ‘Eu vou me casar com você, mas você não vai mais cantar’, e normalmente ela parava. Muitas acabaram assim, como as “Primas Miranda”. Quando uma co-lega aparecia com uma aliancinha, pronto!, a gente já sabia que ia largar tudo".
Criadas para as prendas do lar, as mulheres chegaram às rádios e gravadoras dispostas a provar que havia diferença entre cantar e se prostituir.
Então vamos falar um pouquinho do perfil de alguns duos femininos que, mesmo tendo tido pouca duração, deixaram um trabalho inesquecível, que faz parte da história da nossa música raiz.
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