Busca

 

Um caipira compra um burro para ajudar no pasto e recebe a seguinte informação do vendedor: - Meu senhor, fez uma ótima compra. Esse burro não é o que parece, ele é muito esperto, é só você falar: "Graças a Deus" que ele corre em disparada. Quando o senhor quiser que ele pare é só falar "Pai Nosso". O caipira, então, resolve experimentar o burro. - Vamos, Graças a Deus. E o burrico corre o mais que pode. Só que o fazendeiro esquece o que falar para o burro parar e ao chegar perto de um penhasco começa: - Glória. Ave Maria. Pai Nosso!! E, finalmente, na ponta do penhasco, o burrico pára. Aliviado, o caipira grita: - GRAÇAS A DEUS!!!


Um caipira era casado com uma mulher muito teimosa. Tudo o que ele falava, ela fazia ao contrário.
Certa vez, ele pediu para que ela fosse limpar a casa e ela sujou. No outro dia, ele pediu pra ela comprar feijão, ela trouxe arroz. Durante um passeio, a mulher desequilibrou numa pinguela e caiu no rio, no que o homem, preocupado, começou a subir o rio. Nisso, um senhor que passava por ele, perguntou: - O que o senhor tá procurando? - Tô procurano a minha muié. Do jeito que ela é teimosa, deve de tar lá em riba.


Um sujeito faz perguntas a um caboclo sobre a criação de gado: - As vacas dão muito leite? - Quár: as maiada ou as marrom? - Bem... as marrons. - Dá uns déis litro por dia. - E as malhadas? - Tamém! Uns déis litro por dia... O cara estranha, mas continua: - E elas comem o quê? - As maiada ou as marrom? - Sei lá! As malhadas! - Come pasto e sal. - Sei... e as marrons? - Tamém! Come pasto e sal... Aí o camarada se irrita: - Peraí! Por que a cada pergunta você quer saber se são as vacas malhadas as marrons, se é tudo a mesma coisa? - É que as maiada são minha. - E as marrons? - Tamém, uai!


Comprei dez garrafa de cachaça da boa e levei pra casa, mas minha muié me obrigô a jogá tudo fora. Então peguei a primêra garrafa, tomei um copo e joguei o resto na pia. Peguei a segunda garrafa, bebi otro copo e joguei o resto na pia. Peguei a tercêra garrafa, bebi o resto e joguei o copo na pia. Peguei a quarta garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo. Peguei o quinto copo, joguei a rôia na pia e bebi a garrafa. Peguei a sexta pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto. A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia. Peguei no copo, bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa. Joguei a nona pia no copo, peguei a garrafa e bebi o resto. O décimo copo, eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia. Num me alembro o quê que eu fiz co´a muié.


Um caipira levou a mulher ao médico e entrou com ela no consultório. O médico começou a examiná-la apalpando na altura do pescoço, perguntando: - Dói? A mulher disse que não. E o caipira só de butuca. O médico apalpou na altura do peito, depois na altura do estômago e foi descendo, apalpando e perguntando se doía. Quando o médico chegou pra baixo do umbigo, o caipira mais que depressa interrompeu: agora o sinhô só prigunta. Dêxa que aparpá, eu mêmo aparpo!


Um caipira, durante uma degustação de vinhos, conversa com o enólogo:
- Hummm!!!... Delicioux!!!
- Credo!!!
- Crrredo?! Quem falou "crrredo"?!
- Fui eu, uai! O sinhô num acha que esse tar de vinho tá c´um gosto meio istranho?
- Que é isso, meu senhorrr?! Ele lembrrra frrrutas secas adamascadas, com leve toque de trrrufas brrrancas, revelando um retrrrogosto perrrsistente, mas sutil, que enevôa as papilas de lembrrranças trrropicais atávicas...
- "Atá" o quê?! O sinhô cherô isso tudo aí no seu copo?
- Clarrro! Sou um enólogo laurrreado. E o senhorrr?
- Cê é besta, sô, eu não! Sô isso aí não sinhô!!! Isso tá mais é cherano iguar a minha egüinha Gertrudes dispois da chuva, isso sim!
- Ai, que herrresia! Valei-me San Mouton Rothschild!
- O sinhô me adiscurpe, mas eu vi o sinhô balangano o copo e enfiano o narigão lá dentro. Cê tá constipado, é?
- Non, mon ami! Son técnicas interrrnacionais de degustación de vinho, comprrreende?
- Ah, lá isso eu intendo. No "Bar do Tonhão" a gente tumém tem umas mania isquisita...
- Ah, é? Os senhorrres também prrraticam degustación?
- Não, sinhô, só ingulição. Nóis óia bem a marvada, ansim, de contra o sor, que é pra vê se num tem bicho drento. Dispois nóis joga um tiquim pro santo e manda vê! A danada desce que só veno! Sai carrascano tudo, bate lá no bucho e sobe qui nem rojão na festa da Trindade. Cum meia dúzia o pessoar já sai avançano nas saia das comadre que é um desas-sossego! Às veiz sai inté tapa!
- Disgusting!
- Virge Mãe! Nem me fale! Um "disgosto" danado, sô! Já teve inté casamento disfeito e tudo...
- Caso queirrra, posso serrr seu mestrrre na arrrte enologique. O senhorrr aprrrenderrrá como segurrrarr a garrrafa, sacarrr a rrrolha, escolherrr a taça, deitarrr o vinho e, entón...
- E antão sortá a franga, né? Tô fora, seu "enólo"!!!
- O querrido non entendeu. O que eu querrro é intrrroduzí-lo no...
- Mas num vai introduzí mas é nunca, nunquinha! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhorrr prrrecisa conhecerrr nosso grupo de degustación. Hoje, porrr exemplo, vamos aprrreciarrr uns frrranceses jovens...
- Rá, rá... Eu sabia que tinha trêta nessa história lazarenta...
- O senhorrr poderrria começarrr com um Beaujolais (pronuncia-se boujolé)!
- Num beijo lé e num beijo pé! Eu sô é home, seu safado!!
- Entón podemos prrrovarrr um mais encorrrpado?
- Óia lá, ocê tá brincano cum fogo...
- Ou, entón, quem sabe um suave frrresco?
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçano de vontade de te enfiá um murrão na sua fussa desavergonhada!!!
- Calma mon cherry! Iniciemos com um brüt, currrto e durrro. Com cerrrteza o senhorrr vai gostarrr!
- Num vô não, seu fio de um cão! Mais num vô, mêmo!!! Fióte de brabuleta. Cumigo não, gavião.
- Entón, vejamos, que tal um aveludado e escorrregadio?
- E que tal a mão no pédovido, hein, iscumungado?
- Prrra que esse nerrrvosismo todo? Já sei, o senhorrr prrreferrre um durrro e macio, acerrrtei?
- Eu vô acertá é um tapão nas suas venta, cão sarnento!!!  Engolidô de rôia!!!
- Mole e rrredondo, com bouquet forrrte?
- Agora, ocê pulou o corguinho!!! Num corre, não, seu fiodaputa!! Vorta aqui que eu te arrebento, seu bicha fedorento!! Sem mãe...


O lavrador vai falar com o patrão, na sede da fazenda:
- O sinhô me adescurpe, patrão, mas minha famía tá passano fome... o que o sinhô me paga num dá pra nada!
- Tudo bem, tá desculpado!


Um pesquisador fez um levantamento a nível nacional para saber as coisas que o homem brasileiro mais gostava. Em todos os cantos do país a resposta era uma só: - Dinheiro e mulher! Em todos os estados da federação, os homens respondiam de pronto: dinheiro e mulher! Quase ao final da pesquisa, ele encontrou um mineirinho do interior sentado de cócoras a beira da estrada pitando um cigarro de palha. - Bom dia. O mineirinho deu uma tragada, cuspiu de lado e respondeu: - Dia, sô! - Estou fazendo uma pesquisa para saber as coisas que o homem brasileiro mais gosta. O senhor pode me responder? O mineirinho deu mais uma tragada e mais uma cuspida: - Uai, sô! As coisa que o homi mais gosta é dinhêro, muié e bicho de pé. O pesquisador, estranhando a inclusão do item "bicho de pé" na resposta, perguntou: - Olha, todo mundo falou dinheiro e mulher. Mas e bicho de pé? Mais uma tragada e mais uma cuspidinha, o mineirinho retrucou: - Uai, sô! Quê que adianta nóis tê dinhêro e muié se o “bicho” não tiver de pé?


Um caipira de 85 anos foi à cidade fazer seu check-up anual. O médico perguntou como ele estava se sentindo: - Nunca me senti mió! - respondeu o velho. - Minha nova muié tem 18 ano e tá de barriga, isperano um fío meu. Que qui o sinhô acha? O médico refletiu por um momento e disse: - Deixe-me contar-lhe uma estória: eu conheço um sujeito que era um caçador fanático, nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano, colocou seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, uma onça pintada repentinamente apareceu na sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para a onça e...BANG!!!, a bicha caiu morta. - HA!HA!HA!HA! Mais isso num é possíve! - disse o velhinho - argum otro caçadô deve de tê atirado nela. - Exatamente!!!


Um mineirinho tava andando tranqüilo com seu cavalo numa estradinha, quando de repente pára do seu lado um boyzinho dirigindo uma tremenda máquina importada. O agro-boy resolve tirar uma em cima do matuto, e diz acelerando o motor turbinado: - Dentro desse motor tem 400 cavalos, sabia? E avança cantando os pneus, envolvendo o mineiro numa densa nuvem de poeira. Um pouco adiante, o rapaz desgoverna numa curva e entra com a frente do carro dentro de um riacho à beira da estrada. Logo depois, chega o mineirinho em seu cavalo. Vendo o carro com a frente toda mergulhada na água, pergunta risonho: - Uai, tá dando de bebê pra tropa, moço?


O Caipira foi pra cidade visitar uma daquelas igrejas bem tradicionais que atraem romeiros de muitas cidades vizinhas. Ela ficava no alto de um morro muito íngreme e uma escadaria imensa levava até o topo. Era dia de festa e o caipira ia subindo a escadaria degrau a degrau de joelhos. Nisso ele olha pra cima e vê uma velhinha rolando escada abaixo, quicando e girando feito uma bola. Atrás dela, vários homens vêm correndo desesperados tentando alcançá-la e impedir a queda. A velhinha vai em direção ao caipira e quando ela está bem pertinho, ao alcance de seus braços, o capiau dá um pulo de lado, desvia da velhinha e ela continua caindo. Quando o primeiro dos homens que estavam correndo pra salvar a idosa passa perto do caipira, ele não se contém. Agarra o capiau pelo colarinho e grita: - Por que, seu infeliz? Por que você não segurou a velhinha, por quê? E o caipira, tranqüilo responde: -Sei lá se é promessa...


Um mineirinho, bem matuto, foi viajar de avião pela primeira vez na vida. Como bom mineiro chegou bastante cedo no aeroporto. Não tendo nada o que fazer enquanto esperava o vôo, o mineiro foi à lanchonete e se empanturrou. Comeu diversos salgados, tomou café com leite e pra variar comeu alguns pães de queijo. Na hora do embarque foi o primeiro da fila. Tomou seu lugar e puxou prosa com seu colega de poltrona, tão logo o avião decolou. Tentando disfarçar o incômodo e não demonstrar de qualquer maneira que era sua primeira viagem, falava sem parar. Mas o camarada ao lado, cansado, dormiu. O mineiro aflito e empanturrado começou a enjoar com os movimentos do avião. Não se contendo, vomitou no colo do cara do lado que dormia tranqüilo. O passageiro, exausto, nada percebeu. O mineiro se limpou ligeiro e fingiu que nada havia acontecido. Quando o avião pousou, o cara acordou e olhou assustado para toda aquela sujeira no seu colo. Olhou para o mineiro, que disfarçando falou: - Cê miorô?

O fazendeiro estava pagando trezentos reais pra quem conseguisse pegar a onça que estava comendo os bezerros da fazenda. Apresentou-se um caboclo pobre e foi se oferecendo pro serviço. Magrinho, sandalia japonesa, chapéu de palha, lá foi ele fazenda a dentro. Certa hora deu de cara com a pintada. Danou-se a correr e a onça atrás. O fazendeirão tava sentado na varanda quando o caboclo chegou correndo, perseguido pelo felino. Por sorte, na hora que a onça deu o bote, ele tropeçou numa pedra e caiu. A onça voou por cima dele e caiu no terreiro, bem em frente a porta do fazendeiro. Aí o caçador de onça gritou: - Segura essa ai, compadre, que eu vou buscar outra!


Dois caipiras chegam na capital. Estavam morrendo de fome e entraram num restaurante chique. Não sabendo o que pedir, resolvem imitar um senhor rico que estava na mesa ao lado. O rico pede uma entrada; os dois caipiras: - Garçom, pra nóis tamém... O rico pede um prato la' todo especial; os dois caipiras: - Garçom, pra nóis tamém... O rico resolve repetir o prato; os dois caipiras: - Garçom, pra nóis tamém... Vai indo assim e os caipiras ainda tão morrendo de fome. O rico termina e diz ao garçom: - Poderia arrumar-me um engraxate? Os dois caipiras:
- Garçom, pra nóis tamém... O rico ouvindo isto diz aos caipiras:
- Olhe, meus amigos, eu creio que um engraxate dá para nós três... Os caipiras imediatamente: - Não sinhô!! O sinhô come o seu que a gente come o nosso!!!

Chegou um metido a valentão em uma cidade do interior de Minas. Assim que chegou, foi para o bar e, entrando, foi logo dizendo a todos: - AQUI DENTRO NÃO TEM MACHO! Esperou uma resposta e, com mais ênfase ainda, completou: - EU DISSE QUE AQUI DENTRO NÃO TEM MACHO! Todos continuaram em silêncio. Não satisfeito, pegou um caipira no balcão e disse: - VOCÊ NÃO ME OUVIU? EU ACABEI DE DIZER QUE AQUI DENTRO NÃO TEM MACHO... O caipira, tranqüilo, respondeu calmamente: - Realmente, num tem mêmo, os que aparece nós mata tudo...


Dois caipiras conversando:
- Cumpadi, cê me discurpa mais a mula morreu. - Morreu? - Morreu. - Intão me devorve o dinheiro.  - Ih... já gastei. - Tudo? - Tudin! - Intão me traiz a mula. - Morta? - É, uai, ela num morreu? - Morreu. - Mais qui cê vai fazê com uma mula morta? - Vô rifá? - Rifá? - É, uai! - A mula morta? Quem vai querê? - É só num falá qui ela morreu. - Intão tá, intão. Um mês depois os dois se encontram e o caboclo que vendeu a mula pergunta: - Ô cumpadi, e a mula morta? - Rifei. Vendi 500 biete a 2 real cada. Faturei 998 real. - Eita! I ninguém recramô? - Só o homi qui ganhô. - E o que o cê feiz? - Devorvi os R$ 2,00 real pra ele.


Festa na cidadezinha. O juiz puxa conversa com o rico fazendeiro: -Então, seu Quirino, me disseram que seu filho é estudante, já tá na universidade. - É verdade, aquele menino é meu orgúio - responde o fazendeiro. - Ele faz Economia, né? - pergunta o magistrado. - É, faz porque qué, porque o que ele pédi eu dô! Dinhêro num farta.


Dois casais de compadres, um caipira e outro da cidade, estavam jogando baralho quando uma carta caiu embaixo da mesa. O caipira abaixou para pegar a carta e percebeu que a mulher do compadre estava sem calcinha. Alguns minutos depois o caipira suando frio levantou para tomar água e a tal mulher disfarçou e foi atrás dele. Chegando na cozinha ela perguntou: - E aí? O que achou? - Bão demais, sô! Respondeu o caipira. - Qualquer 1.000 reais e a gente conversa - Disparou a mulher safada. - Tudo bem, é só dizê quando! Amanhã à tarde meu marido não vai estar em casa, você pode ir lá. - Cumbinado? No outro dia o caipira chegou na hora marcada, pagou os 1.000 reais e mandou ver na tal mulher. No fim da tarde o marido chega do trabalho e pergunta à mulher: - O compadre esteve aqui hoje à tarde? - Sim! Respondeu a mulher assustada. –Deixou os 1.000 reais? - Sim!!! Respondeu a mulher completamente apavorada. - Ufa!, que alívio! Aquele caipira safado esteve no meu escritório pela manhã e me pediu 1.000 reais emprestado, disse que passava aqui hoje à tarde sem falta pra me pagar!


- Quem é essa no retrato? Perguntou um espertinho ao caipira. - Minha mãe. - E aquele outro? - Meu pai. E olhando a foto de um burro ajeitado, todo arreado, arriscou: - Esse também é da família? - Nhor, não. Isso num é retrato, é espêio!


Um caipira chega na cidade abraçado ao seu aparelho de televisão e vai até a assistência técnica. Ali chegando ele coloca a tv no balcão e, enquanto aguarda atendimento, ele pita um cigarrinho de palha. Gentil, a atendente se aproxima do caipira e pergunta qual o defeito, no que ele de pronto responde: - Sei não, dona! Eu truxe esse ´parêio mode a senhora dá um jeito nele. Escangaiô... num tem feição e nem prosêia!


Um caipira entra no consultório médico, com a esposa e 9 crianças à tira-colo, querendo saber um jeito de não ter mais nenhum filho. - O senhor usa preservativos? - pergunta o médico. - Preservativo? Qui negócio é esse, Dotô? Muito prestativo, o médico explicou o que era e até deu algumas camisinhas para o caipira, que saiu de lá feliz da vida. Seis meses depois, ele volta ao consultório com a esposa grávida, reclamando: - Seu Dotô! O seu remédio é uma porcaria! Nóis já vamo tê otra criança... - Mas o senhor usou os preservativos? - perguntou o médico, preocupado. - Craro que sim, dotô... Eu usava todo santo dia! Só tirava pra mijá e fornicá!


Dois caipiras se encontram: - Você soube que o Belarmino morreu? -pergunta o primeiro. - Não! Morreu de quê? - Catarata! - Catarata? Mas que eu saiba catarata não mata! - É... mas empurraram ele!


O professor de português, recém-chegado naquela cidadezinha, resolve fazer um terno. Ao passar por uma alfaiataria, ele lê o letreiro: "Alfaiataria Aguia di Oro". Ao entrar, ele cumprimenta o proprietário e, tentando ser gentil, tece um elogio: - Parabéns! Gostei do nome que o senhor colocou na sua loja. Águia de Ouro! É um nome imponente! O caipira olha para ele com ar desconfiado e responde: - Discurpi seu dotô! Pode sê imponente, mas o sinhô falô errado. Não é "Águia di Ôro", é "Agúia di Ôro"!


O caipira entra no elevador e o ascensorista pergunta: - Em qual andar o senhor vai? - Quarqué um. Já errei o prédio mêmo!


Mané diz ao Tião: - Compre 50 caxa de batata doce e umas 10 de gengibre para a festa de São João. Tião pergunta: - Mais pruque ocê tá comprano tanta batata doce?? Mané: - É pra mode ansim nóis economizá na compra dos rojão!!!


Dizem que um caipira foi ao Rio tentar a vida. Desavisado, foi atropelado por um trem. No hospital foi tratado e recebeu alta. Só que ficou um pouco traumatizado com o ocorrido. Acabou preso num Shopping Center, acusado de destruir um Ferrorama, enquanto berrava: - Essa desgraça a gente tem que matá é de pequeno!


Manhã no sítio. O casal de roceiros se prepara para levantar: Muié, ô muié, tá chuveno? - pergunta o marido, se espreguiçando na cama. - Sei lá. Baruio de chuva num tem. Só se fô garoinha - responde a mulher - Muié, muié ... - O que é, diacho? -Mas tá chovendo? - Não sei, porquera. Pruquê? -grita a mulher. - Pruque se tivé choveno eu num vô trabaiá na roça. Levante e vai vê. - Vô não, forgado. Tô cum perguiça. O caipira boceja, geme e se espreguiça, empurrando o cobertor com os pés. - Cadê o Duque, muié? - Num sei. - Tá qui drento ou tá lá fora? - O cachorro deve de tá lá fora, traste. - Muié, vai chamá ele pra drento. - Pruquê, estrupício de home? - Pruquê se ele vié seco, tem sór. Se tem sór, eu vô trabaiá. Mas se vié moiado, tá choveno. E se tá chovendo, num vô.


O caipira vivia no sítio sem nunca ter visto destas coisas da cidade, coisas de ultima geração. Um belo dia, de manhã ensolarada, ele estava sentado na frente da casa fazendo um cigarrinho de palha quando olhou pro céu e viu uma asa delta. - Muié, traiz a ispingarda - gritou. E a mulher sem saber pra que pergunta: - O que cê vai fazê ca ispingarda, Izé? E o Zé responde: - Ah muié, tô veno um bicho estranho, sô. A patroa traz a espingarda e o caipira, na maior tranquilidade, lasca-lhe um tiro: PEIÔUUU!!!. A mulher pergunta: - Matô, Izé? E o matuto responde:
- Óia, matá acho que num matei não, mais que o bicho largô o hominho, ele largo


O caipira encontra-se com seu compadre: - E então, compadre, ouvi dizer que tu tá querendo vender o seu burro! - Tô sim, compadre! Quero mil e duzentos Reais! - Mil e duzentos? 'cê tá maluco! Dou setecentos no pau! - Nada feito... só vendo se for o burro inteiro!


O caipira desce do ônibus na rodoviária de São Paulo e começa a caminhar, deslumbrado com a cidade grande. Ao passar por uma lixeira, ele lê a seguinte inscrição: "Colabore com a limpeza pública". Sem pestanejar, ele enfia a mão no bolso, abre a carteira, saca uma nota de dez Reais e enfia na lixeira.

1 - 2 - 3 - 4