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GUARÂNIA

Sugerimos, a princípio, uma versão facilitada - porém completa - do citado ritmo. Veja a figura abaixo:

O sentido das setas refere-se ao movimento dos dedos da mão direita, "p" é o dedo polegar e "i" o dedo indicador, de cima para baixo e de baixo para cima, respectivamente. Repita, oralmente, a marcação do tempo abaixo, procurando - sumultaneamente - executar o movimento:

1 sobe, 2 sobe, 3; (continuamente)

Execute novamente o 3º passo, só que utilizando este ritmo, sem parar. Caso você obtenha sucesso no procedimento descrito, já pode olhar para a letra da música e acompanhá-la, observando os seguintes aspectos:

- A tonalidade da música, geralmente, está expressa no primeiro acorde. Por isso, enquanto você ainda não souber fazer "aquelas" introduções, basta segurar o primeiro acorde junto com o ritmo, para começar a cantar a música.
- Durante a execução, ocorrem as mudanças de acordes. Quando o transcritor é cuidadoso, as alterações são indicadas em cima da sílaba da palavra onde deverá ocorrer a mudança.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES E DICAS PARA OBTER BONS RESULTADOS

É comum, nos primeiros contatos com o instrumento, que as pontas dos dedos da mão esquerda venham a doer ou que surjam pequenas bolhas no polegar da mão direita. Fique tranqüilo! Depois de alguns dias, isso não será mais um empecílho.

Todo instrumento é ingrato. Quando você pensa em se afastar dele, ele já te abandonou há tempos. Por isso, seja metódico. Reserve, diariamente, um tempo para você e sua viola. É como fazer ginástica: um pouco, todo dia, fará com que brotem resultados positivos.

Se tiver um lugar seguro, deixe seu instrumento sempre afinado, e fora da capa, ou estojo, para que esteja sempre à mão e que se complete também o processo de secagem natural das madeiras do mesmo.

Agrupe-se, sempre que possível, a outros músicos para trocar figurinhas. Sempre se aprende muito no contato musical com outras pessoas. Um abraço e inté o próximo número!

Estão lembrados que eu disse que aquela “batida” era uma facilitação ? Pois é, vamos agora passar uma sugestão de levada que tanto pode ser utilizada para a Guarânia como para alguns tipos de Moda Campeira (uma “paulistização” da guarânia, com temas voltados para outros cotidianos que não os Mato-Grossenses, geralmente espelhados nas guarânias).

Guarânias e Modas Campeiras são ritmos executados em pulsos ternários simples, ou seja, 3 tempos. Repita verbalmente várias vezes seguidas: 1e 2e 3 / 1e 2e 3 / 1e 2e 3 /
Esse é o pulso dessa batida.

Veja o diagrama de movimento da mão direita :

Sendo :
P: Polegar
I: Indicador
Rf: Rasqueado fechado (tangenciam-se as cordas, das mais graves para as mais finas, com as “costas” dos dedos da mão direita, sem extrair som, obtendo-se um efeito percussivo e em seguida “mata-se” com a palma da mão sobre as cordas)
Ra: Rasqueado aberto (tangenciam-se as cordas, das mais graves para as mais agudas, com as “costas” dos dedos da mão direita, porém deixando o som vibrar livremente)

Vamos treinar essa batida com um grande sucesso, a moda campeira “Saudade da Minha Terra” de Belmonte e Goiá:

OUTROS “TREM”

A interpretação da Tablatura

A tablatura é mais antiga que a escrita musical, sendo assim desprovida de algumas informações, como o tempo de execução da determinada nota a ser produzida. Faz-se necessário que o intérprete conheça a peça a ser executada para que possa atribuir o tempo e o andamento às notas. No entanto é de extrema praticidade , uma vez que através de analogias indica no instrumento o local e a seqüência das notas a serem tocadas, sem maiores dificuldades ou conhecimentos prévios de leitura musical.

O conjunto de 5 linhas horizontais com a inscrição “TAB” no início equivalem aos cinco pares de cordas da viola dispostos dos mais agudos para os mais graves, de cima para baixo, respectivamente. Os números escritos sobre estas linhas indicam em que casas deverão ser produzidas as notas naquele par. O número 0 (zero) refere-se ao respectivo par solto. Exemplos:

DICAS DO MESTRE

Quando da execução das introduções, procure utilizar na mão esquerda, todos os dedos, inclusive os dedos 3 e 4. Fazendo disso um hábito, você verá que mais tarde, quando da execução de peças instrumentais mais complexas, onde a participação de todos os dedos são exigidos, você encontrará muito menos entraves mecânicos.