 
No dia 26 de outubro, o Danilo Bayão e eu saímos de Belo Horizonte para mais uma jornada em direção ao Estado de São Paulo. Depois de uma rápida passada por Taubaté (onde fomos muito bem recebidos pela D. Aurora e Seu José Carlos), demos uma esticada até Tatui (na residência do luthier Joacir Ribeiro), pousamos em Campinas (na casa da tia Bina) e seguimos para a cidade de Mogi Mirim, onde fomos conhecer o Zalo, da dupla Zilo e Zalo, sua esposa D. Lalaia e o filho Renato, com quem está cantando atualmente.
Marcada com antecedência, nossa visita tinha uma missão especial: entrevistar esse verdadeiro cerne da nossa música raiz, sobrevivente de uma época em que pra se fazer sucesso o caboclo tinha que mostrar serviço cantando e tocando ao vivo nos circos e quermesses.
Lá chegando fomos recebidos pela família e, com muita alegria, tomando conhecimento dos detalhes da história dessa que foi uma das principais duplas de um seleto time de cantadores caipiras do nosso país:
Zalo - É um imenso prazer pra mim contar a nossa história, só que ela é meia longa... (risos)
VC - Temos o dia todo pra ouvir...
Zalo - Bem, nós éramos crianças: o Zilo com 11 anos e eu com 9. E naquele tempo, nóis morando na roça... a gente já compunha umas coisinhas.
VC - De onde surgiu o nome da dupla?
Zalo - Do meu nome. Desde criança que eu era conhecido por Zalo, que vem de Belizário, né.
VC - Vocês também vieram da roça.
Zalo - É, a gente morava num sítio - nosso pai era sitiante -, e vivemos lá até ir pra...

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