 
Tínhamos duas vozes irmãs. Aquela segunda voz era suave, bonita, e se encaixou com a minha que foi uma beleza (...) Mas o parceiro que eu mais me identifiquei em amizade foi o Carreiro.” (Carreirinho)
Em fevereiro deste ano, durante o IV Encontro de Folia de Reis de Brasília, a jornalista Geovana Jardim, em nome da Revista Viola Caipira, teve o prazer de conhecer e conversar com essa dupla de sucesso. Confira essa entrevista exclusiva com “Carreiro e Carreirinho”!
VC - Quando começou a história, o encontro e a formação da dupla Carreiro e Carreirinho?
Carreiro - Esse encontro de Carreiro e Carreirinho começou, pra valer mesmo, em janeiro de 1990. Eu não tinha dupla, tava parado, tinha praticamente parado de cantar com a dupla anterior, e o Carreirinho também estava na mesma situação, só que o Carreirinho tinha dois shows pra fazer. E a gente já tinha amizade há vários anos, cantava alguma música numa brincadeira. Aí o Carreirinho me ligou e disse: “Olha, você tá sem dupla e eu tenho dois shows pra fazer e minha dupla acabou, você não poderia fazer esse favor de ir comigo?”. Eu respondi que conhecia as músicas, mas a gente precisava dar uma passada, aí nós demos só uma passadinha e fomos fazer o primeiro show.
VC - E onde aconteceu esse primeiro show?
Carreiro - Foi justamente numa cidade onde Carreirinho morou, foi lá em Pardinho. O show foi assim como dois amigos e eu quebrando o galho, como um estepe.
VC - É, mas no final das contas foi um grande parceiro. Valeu a pena?
Carreirinho - Nossa Senhora, valeu!
VC - E como foi a chegada de um novo parceiro, já que o Carreirinho já tinha todas suas composições, sua carreira estabelecida. Como foi a construção dessa nova dupla?
Carreiro - Nós fomos fazer o show, chegou lá o Carreirinho tava meio cismado, porque...

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